ECLIPSE SOLAR TOTAL EM CÂNCER NO NAKSHATRA ASHLESHA
DIA 12 DE AGOSTO
Astrologia Védica

O eixo nodal, Rahu e Ketu, manifesta sua influência de maneira especialmente intensa durante os eclipses. Neste primeiro eclipse de agosto, Ketu será o principal agente do processo de dissolução e desapego.
O eclipse solar total ocorrerá na Lua Nova do dia 12 de agosto, às 14h47 (horário de Brasília), quando Sol e Lua estarão a 25° de Câncer, no nakshatra Ashlesha. Na tradição da Astrologia Védica, trata-se de um período espiritualmente associado ao recolhimento, a introspecção, a interiorização e a autoanálise consciente dos padrões repetitivos nos relacionamentos afetivos.
Os eclipses intensificam nossa percepção energética e emocional, favorecendo um contato mais profundo com o inconsciente e com aspectos da psique que normalmente permanecem ocultos. O aparente recuo da luz simboliza a oportunidade de revelar as sombras interiores, não como temor, mas como um honesto caminho de compreensão e ressignificação de padrões repetitivos movido pela carência, pelo sentindo de vazio ou controle.
Sob a influência de Ashlesha e de Ketu, este eclipse convida a reconhecer padrões emocionais e afetivos que continuam se repetindo, ressentimentos ainda não elaborados, vínculos de apego e antigas memórias que aguardam integração e cura interior. A pergunta central neste eclipse será: o que esses padrões estão tentando te ensinar? E, sobretudo: qual verdade interior sua consciência já reconhece, mas ainda não transformou em ação? Quando nos desconectamos de nós mesmos, buscamos formas de preencher o vazio interior. Nenhuma compensação externa consegue sustentar, por muito tempo, aquilo que somente o reencontro com a própria consciência e o autoamor é capaz de nutrir.
Um eclipse solar total em Lua Nova, ocorrendo em Câncer e no nakshatra Ashlesha, representa um momento muito intenso para o encontro com nossas sombras emocionais, sobretudo Ketu, ativando o processo de desapego emocional. Câncer rege a memória emocional, o sentimento de pertencimento, a família, a nutrição afetiva e as raízes psíquicas; Ashlesha, por sua vez, conduz a consciência para aquilo que permanece oculto, enraizado ou entrelaçado nas profundezas da mente. Sob essa configuração, é possível que emoções antigas, ressentimentos silenciosos, vínculos de dependência emocional, vitimismo afetivo e medo de abandono, emerjam profundamente.
Em uma orientação terapêutica, este eclipse favorece menos a busca de respostas imediatas e mais o amadurecimento emocional através da observação honesta daquilo que ainda aprisiona o coração. Trata-se de um período que pode ampliar a sensibilidade e a introspecção, especialmente para pessoas que tenham pontos importantes do mapa ativados por essa lunação.
A função de Ketu é retirar os véus da identificação excessiva, permitindo que antigas estruturas emocionais percam força para que uma consciência mais livre possa surgir. Ashlesha, frequentemente associada ao simbolismo da serpente, fala tanto do envenenamento pelas emoções repetitivas quanto da capacidade de trocar de pele e renascer psicologicamente. Assim, relações marcadas por apego, controle, manipulação emocional ou expectativas inconscientes podem atravessar um período de profunda revisão, convidando ao perdão, à maturidade afetiva e à libertação de ciclos que se perpetuam há muito tempo.
O verdadeiro potencial desse eclipse não esteja em provocar rupturas externas, mas em dissolver, os antigos mecanismos de auto anulação, carência e autossabotagem que mantêm o indivíduo preso às mesmas narrativas emocionais. Quando acolhida com discernimento, essa travessia pode transformar ressentimento em compreensão, dependência em autonomia emocional e memória em sabedoria e maturidade emocional.

Com reverência e acolhimento, no dia 12 de agosto, reserve alguns minutos para meditar sobre o perdão e o auto perdão, permitindo que o passado seja acolhido com maturidade, humildade, aprendizado e desapego; mantendo sua consciência estabelecida plenamente no momento presente.
Escreva em um papel nomes de pessoas, situações, emoções ou lembranças que ainda permanecem presos ao seu campo emocional e coloque-o sobre seu altar ou em seu local de meditação.
Respire profundamente e recite o mantra OM MANI PADME HUM, visualizando cada pessoa e cada situação que você intencionou libertar, oferecendo a cada uma delas uma guirlanda de flores, colocando-a com reverência, compaixão e gratidão sobre o pescoço. Permita que esse gesto represente a libertação dos vínculos de sofrimento, o reconhecimento dos aprendizados compartilhados e a escolha consciente de seguir em frente com o coração mais leve, compassivo e em paz.
Que essa meditação represente a disposição sincera de liberar antigos ressentimentos, dissolver vínculos que já cumpriram seu propósito e cultivar a confiança no processo de purificação interior, compreendendo que perdoar é escolher não permanecer aprisionado ao passado.
OM MANI PADME HUM
Amada Sangha, com reverência e acolhimento, oferecemos uma playlist de mantras dedicado a compaixão, perdão e auto perdão, visando fortalecer a frequência purificadora e transformadora deste Eclipse Solar Total.
Siga-nos e acesse nossa Playlist
_______________ Por sri Hadesh
Cálculos em Lahiri Chitrapaksha ayanamsha.

POLÍTICA DE PROTEÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS
Fica vedada a utilização, duplicação o reprodução deste material, parcial ou total, por terceiros, sem a permissão expressa e por escrito do autor. Todos os créditos deverão ser atribuídos a sri Hadesh ® 2025 Todos os direitos reservados.








