ASTROLOGIA VÉDICA 2026: UMA PERSPECTIVA GLOBAL
- Sri Hadesh

- 6 de jan.
- 6 min de leitura
Atualizado: 18 de jan.
Parte I
Período Janeiro a Maio 2026
Astrologia Védica
Os cálculos astrológicos védicos revelam probabilidades, não destinos fixos.
A Astrologia oferece consciência, preparação e autoconhecimento, capazes de reduzir impactos cármicos.

O ano de 2026 é regido sob a presença de Saturno e Kaal Bhairav, a deidade do Tempo que guarda os limiares. Não é um tempo de expansão exterior, mas de direção interna.
Nos primeiros meses do ano, especialmente até maio, indica um aumento significativo da densidade do inconsciente coletivo, o que compromete o discernimento, amplia reações impulsivas e rupturas cármicas.
Neste cenário, iniciamos 2026 com Saturno em Peixes avançando em direção ao nakshatra Uttara Bhadrapada, inaugurando um período marcado por um nevoeiro que dificulta a lucidez planetária. Esse trânsito tende a intensificar incertezas, manipulações, fanatismos, intrigas, decisões precipitadas e uma crescente histeria coletiva global, amplificada pelas redes sociais, pela mídia e pelas polarizações ideológicas que disseminam a divisão e o ódio. Muitas ações e escolhas passam a nascer de um campo emocional turvo ou distorcido, onde o discernimento se fragiliza.
Agir sem clareza neste período é agir a partir do ruído e da histeria coletiva, e não da própria bússola interior. A verdadeira sabedoria de 2026 é não tornarmos fantoches mentais do ruído histérico coletivo; por isso, o discernimento, a tolerância e a observação consciente se tornam fundamentais.

Os cálculos astrológicos védicos apontam para um fenômeno coletivo marcante em 2026: uma histeria global crescente, alimentada por medo, pela agressividade, excesso de desinformação, instabilidade climática, econômica e política. Não se trata apenas de eventos externos, mas de um campo psíquico coletivo saturado e adoecido, onde a ansiedade se espalha rapidamente e a manipulação será uma poderosa armadilha para quem alimentar tal frequência.
Nesse contexto, práticas superficiais não sustentam. O ano exige aprofundamento espiritual, terapêutico e de autoconhecimento real. Saturno em Peixes não tolera espiritualidade ou terapia escapista. O que não é vivido no corpo, na ética e na prática diária tende a ruir. A saúde mental coletiva dependerá diretamente da capacidade individual de enraizamento e interiorização.

A entrada de Saturno direto no nakshatra Uttara Bhadrapada, em 19 de janeiro, inaugura um dos períodos mais sérios do ano. Este nakshatra carrega a força da sabedoria antiga, da responsabilidade espiritual e do peso do karma coletivo. No primeiro semestre, Saturno atua como um juiz: revela eventos abruptos globais e retira sustentação do que não tem base verdadeira.
Instituições, lideranças, sistemas financeiros e estruturas sociais que se apoiam em ilusão, vazio ou incoerência começam a mostrar fissuras. Por outro lado, tudo o que foi construído com integridade, ainda que lentamente, encontra proteção. Uttara Bhadrapada é a energia que consolida ou dissolve.

No campo financeiro, até maio de 2026 observa-se forte instabilidade. Oscilações nas bolsas, desvalorização do dólar e do euro, aumento inflacionário nos Estados Unidos e risco de queda no mercado financeiro mundial fazem parte do cenário.
Júpiter retrógrado amplia erros de avaliação; Rahu cria bolhas; Saturno cobra realidade. Investimentos feitos sem lastro ou base sólida tendem a ruir. Este não é um ano para especulação agressiva, mas para proteção, liquidez e prudência.
Os cálculos siderais para 2026 indicam que a desvalorização de moedas não é um fenômeno isolado ou circunstancial, mas o reflexo de um esgotamento estrutural do modelo econômico vigente. O sistema capitalista, tal como vem sendo praticado — altamente especulativo, desconectado da produção real e sustentado por dívidas crescentes — demonstra sinais claros de incompatibilidade com a economia global atual.
Sob a influência de Júpiter retrógrado em Gêmeos, Rahu com Aquário, especialmente no primeiro semestre, há uma ampliação das distorções financeiras: excesso de crédito, bolhas artificiais, manipulação de mercados e perda de lastro real. Rahu expande o irreal; Júpiter, quando retrógrado, enfraquece o juízo econômico. O resultado é um ambiente onde valores inflados perdem sustentação e a confiança nas moedas tradicionais se fragiliza.
Nesse contexto, tanto o dólar quanto o euro tendem a sofrer processos de desvalorização, não apenas por fatores internos, mas pela erosão da credibilidade sistêmica. O capitalismo, ao priorizar crescimento infinito em um mundo finito, encontra seus próprios limites. O que entra em crise não é a economia em si, mas o paradigma que a governa.
Os cálculos também apontam para uma queda significativa das criptomoedas. Após um período de forte idealização como alternativa ao sistema tradicional, os criptoativos enfrentam em 2026 o peso de sua própria volatilidade, da ausência de regulação clara e da dependência excessiva de confiança coletiva. Astrologicamente, Rahu rege o virtual, o especulativo e o intangível; quando pressionado por Saturno e Júpiter enfraquecido, o excesso de ilusão tende a colapsar.
Não se trata do fim definitivo das criptomoedas, mas de um desencantamento coletivo. O mercado passa a separar o que é inovação genuína do que é apenas especulação.
Diante desse cenário, os cálculos indicam um retorno natural aos ativos de proteção, com destaque para o ouro. Saturno, planeta da solidez e da permanência, favorece aquilo que atravessa o tempo. O investimento focado em ouro, como um hedge geopolítico, ressurge como porto seguro em meio à instabilidade monetária e financeira mundial.

Júpiter retrógrado em Gêmeos, Rahu em Aquário, formam um dos pontos mais críticos do primeiro semestre. Aquário amplifica massas, ideologias, tecnologia e discursos coletivos. Rahu distorce, Júpiter amplifica. O resultado é um excesso de narrativas, dissimulação, falsas soluções e fanatismo ideológico.
2026 também apontam para um ponto sensível e pouco abordado: a saturação e a limitação da Inteligência Artificial em determinados setores estratégicos. Após anos de expansão acelerada, adoção indiscriminada e expectativas infladas, o ano revela os limites reais da tecnologia quando dissociada do discernimento humano, da ética e da consciência.
Sob a influência de Júpiter retrógrado em Gêmeos, Rahu com Aquário, especialmente neste semestre, observa-se uma tendência coletiva à superestimação de sistemas automatizados, algoritmos e decisões baseadas exclusivamente em dados. Rahu amplia, distorce e acelera; Júpiter, quando retrógrado, compromete a sabedoria aplicada. O resultado é um campo fértil para erros de avaliação, falsas certezas e dependência excessiva de soluções tecnológicas.
Esse trânsito indica cegueira coletiva, decisões infladas por ideologia, confiança excessiva em sistemas tecnológicos e lideranças desconectadas do humano. Até maio, a clareza estará comprometida. A recomendação astrológica é inequívoca: não seguir a multidão, não decidir por pressão social, não confiar cegamente em discursos de salvação coletiva.

Com Ketu posicionado em Leão, o karma coletivo atua diretamente sobre o ego, a identidade, o poder pessoal e a liderança. Ketu rege a bússola interna e o senso de direção que nasce da intuição interior. Ao cortar o brilho pessoal, Ketu provoca crises de identidade: muitos poderão vivenciar um vazio existencial profundo, sentimentos de desesperança ou uma notável perda de força de vontade.
Torna-se, portanto, fundamental o fortalecimento psíquico e espiritual, com especial atenção à saúde mental ao longo deste primeiro semestre.
Ketu convida a humanidade a romper crenças arraigadas sobre controle, protagonismo e heroísmo. Líderes podem cair, figuras públicas podem perder relevância e muita carência afetiva poderá surgir. Esse vazio não é negativo — é um convite ao reencontro com a direção interna verdadeira, que não depende de aplauso ou motivação externa.

Nos cálculos siderais, a ativação simultânea de nodos, Marte e Saturno em signos sensíveis indica pressão subterrânea. Isso acende alertas para vulcões submarinos, grandes terremotos e possíveis tsunamis, com ênfase em regiões da Ásia, costa da América do Norte, Central e América do Sul.

Outro eixo marcante de 2026 é a intensificação das mudanças climáticas extremas. Os cálculos indicam contrastes severos: temperaturas altíssimas em algumas regiões, frio extremo em outras. Esse desequilíbrio reflete uma Terra em estado de compensação, tentando restaurar um equilíbrio perdido.
Saturno em Peixes evidencia a fragilidade dos sistemas ambientais. O planeta pede limites, e quando eles não são respeitados, a correção vem por extremos.

Até maio, uma intensificação das tensões bélicas globais, com foco nos conflitos entre Rússia e Ucrânia, China e Taiwan, bem como nos movimentos de dominação dos Estados Unidos em relação à Venezuela e, a partir do segundo semestre, a Groenlândia. O risco não reside apenas no confronto direto, mas sobretudo na ampliação do discurso bélico, na escalada militar e na ameaça do uso de armamentos de alto poder destrutivo, incluindo um maior investimento e protagonismo da agenda nuclear.
Rahu amplia ambição, Saturno endurece posições, e Marte incendeia conflitos. A diplomacia tende a enfraquecer no primeiro semestre. Após maio, há possibilidade de contenção, mas não de resolução plena. O alerta astrológico é claro: o mundo brinca perigosamente com forças que não controla.

Neste primeiro texto sobre a Perspectiva Astrológica Védica 2026 – Parte I, não se apresenta como um ano de medo, mas como um tempo de amadurecimento e responsabilidade nas decisões e escolhas. Não vem para destruir, e sim para liberar aquilo que já não sustenta a vida, abrindo espaço para o que é verdadeiro, essencial e alinhado ao Dharma.
Aqueles que caminham com humildade, disciplina e prática consciente encontram proteção, clareza e direção interna.
E mesmo aqueles que ainda se sentem tomados pelo ruído, pela pressa ou pelo ego coletivo são convidados, com gentileza, a desacelerar e a retornar à lucidez.
Neste momento de reflexão, convido à meditação e ao acolhimento da frequência do Amor e da Compaixão, guiados pela playlist abaixo:
OM MANI PADME HUM
_______________ Por sri Hadesh
Cálculos em Lahiri Chitrapaksha ayanamsha.







