Please Enable JavaScript in your Browser to Visit this Site.

top of page

ASTROLOGIA VÉDICA 2026: UMA PERSPECTIVA ESPIRITUAL

Parte II

Período Janeiro a Maio 2026

Astrologia Védica


Mais do que perguntar o que vai acontecer, 2026 nos convida a refletir a partir de qual frequência estamos vivendo.



Saturno em Peixes ingressou no nakshatra Uttara Bhadrapada em 19 de janeiro, imprimindo um peso mais significativo ao período entre janeiro e maio. Esse trânsito nos impulsiona a integrar a espiritualidade à realidade da vida na Terra, onde o tempo e os recursos são limitados. Ao encontrarmos harmonia entre a espiritualidade e o solo realista do samsara, tornamo-nos capazes de viver uma evolução mais sincera e de colher, com maturidade, os frutos do nosso próprio trabalho.


Na perspectiva espiritual, o ano de 2026 marca um ponto de inflexão vibracional. As previsões astrológicas védicas não indicam apenas eventos externos, mas sobretudo campos de consciência coletiva que se intensificam. Os trânsitos deste ano revelam quatro grandes campos vibracionais que atravessam a psique coletiva. Vibrações que se tornam construtivas ou predatórias conforme o nível de consciência com que são vividos.



A frequência do medo é uma das mais intensificadas no primeiro semestre de 2026. Astrologicamente, Peixes dissolve fronteiras. Saturno em Uttara Bhadra, expõe inseguranças profundas, medos difusos e a sensação de perda de controle. Rahu amplifica narrativas de ameaça, enquanto Júpiter retrógrado em Gêmeos enfraquece o senso coletivo de sabedoria. O resultado é um campo onde o medo se espalha rapidamente, muitas vezes sem causa concreta, alimentado por excesso de desinformação e discursos polarizados.


O medo nasce da ignorância da impermanência e da ilusão da separação. Quando acreditamos ser um “eu” isolado, desconectado da vida, da natureza e dos outros, surge o medo de perder — perder pessoas, posses, saúde, reputação, juventude ou até a própria vida. “O medo é a ausência de presença. Quando estamos realmente presentes, o medo se dissolve.”


Espiritualmente, o medo é uma energia mental instável, alimentada por pensamentos projetados no futuro — aquilo que poderia acontecer. Ele vive no tempo psicológico, não no momento presente. Por isso, o foco não é eliminar o medo, mas olhá-lo com compreensão e compaixão, como se acolhêssemos uma criança assustada. Quando o medo é visto com presença, ele perde o poder de nos dominar. Deixamos de ser “possuídos” por ele e passamos a observá-lo conscientemente, permitindo que se transforme. O medo revela os pontos onde a confiança ainda não foi plenamente integrada.


Aconselho, especialmente neste semestre, a prática diária da meditação, da oração e dos mantras, convidando os pensamentos a retornarem à presença do agora, bem como a realização do pūjā e do serviço espiritual, como caminhos de enraizamento, clareza e fortalecimento interior.


MANTRAS:

Os mantras Om Gan Ganapatayeh Namah, Om Kreem Kalikaayeh Namah e Om Namah Shivāya ancoram a presença, auxiliam na remoção de obstáculos, dissolvem a ansiedade difusa e fortalecem o eixo interno, reconectando-nos à frequência do destemor, da coragem e da entrega. Medite nesses mantras pela manhã ou sempre que surgirem momentos de insegurança. Afirmamento: “Eu confio na proteção e no amparo divino.”


CRISTAIS:

Se você sentiu o chamado para trabalhar com a energia da clareza, do discernimento e da proteção energética, o uso da Selenita favorece a clareza e o alinhamento espiritual, a Ametista auxilia no discernimento e na proteção energética e o Ônix contribui para a proteção psíquica, blindagem energética do ambiente e a lucidez. Oriento usar estas pedras no ambiente da casa, no altar ou nas práticas de meditação.



A frequência da rejeição emerge com força a partir do trânsito de Ketu em Leão. Leão rege identidade, pertencimento, reconhecimento e brilho pessoal. Ketu, ao ocupar esse signo, atua como um corte cármico profundo nessas áreas. Coletivamente, isso se manifesta como sensação de não pertencimento, rejeição social, ideológica ou afetiva e colapso de figuras de autoridade e liderança.


Espiritualmente, Ketu liberta a necessidade de validação externa porque ele retira, de forma silenciosa, os referenciais que antes validavam quem acreditávamos ser. Aquilo que vinha do olhar do outro — aprovação, julgamento, reconhecimento, pertencimento, aplauso, aceitação — começa a falhar. Quando essa desconstrução não é compreendida, o vazio que surge pode ser vivido como rejeição, abandono, invisibilidade ou perda de sentido.


É importante compreender que, nesse processo, o valor não foi retirado — apenas o espelho externo foi quebrado. O sofrimento nasce quando tentamos nos reconhecer em reflexos que já não fazem sentido e que não contribuem para a evolução do nosso ser. Por isso, muitas pessoas podem sentir que não são vistas, ouvidas ou reconhecidas, não por falta de mérito, mas porque o ego coletivo perde suas referências habituais, seus critérios de validação.


A orientação central de Ketu é clara: retornar para dentro, nutrindo amor-próprio. O primeiro passo é reconhecer: “O que sinto não é rejeição real, é um convite ao desapego da validação externa. Me liberto do olhar do outro. Que todos os seres sejam felizes.” Nomear o processo reduz a dor e devolve sentido à experiência com leveza, simplicidade e acolhimento.


Olhar para esta frequência, quando acolhida com consciência, pode se tornar um portal de libertação do excesso de dependência da validação externa. O amor-próprio que nasce desse processo não é endurecimento nem fechamento, mas uma reconciliação íntima consigo mesmo, onde o valor pessoal deixa de ser medido pela aprovação alheia. Contudo, é importante discernir para que esse movimento não se transforme em isolamento emocional ou afastamento defensivo.


Libertar-se do olhar do outro não significa romper vínculos, mas relacionar-se a partir de inteireza, presença e autenticidade. Em 2026, o convite é claro: pertencer a si mesmo sem se afastar da vida, nutrindo relações mais verdadeiras, conscientes e livres de expectativas de reconhecimento.


Reduzir comparações e exposição excessiva, Ketu pede preservação consciente de ambientes onde a comparação é constante (redes sociais, disputas de reconhecimento, excesso de opinião). Menos exposição, mais escuta interna.


Aprender a pertencer a si mesmo, pertencer a si mesmo significa respeitar os próprios limites, honrar a própria sensibilidade, validar as próprias escolhas antes de explicá-las ao mundo.


MANTRAS:

O mantra Om Ketave Namaḥ, auxilia no corte da dependência de validação externa e fortalece a bússola interna. O mantra Om Shukraya Namah desperta o amor consciente, a autoestima e o amor-próprio.


CRISTAIS:

Se você deseja trabalhar com a frequência do amor-próprio, indico o uso do Quartzo Rosa como pulseira, pingente ou japamala, fortalecendo a frequência do autoamor e do acolhimento emocional. Ele também pode ser utilizado no ambiente de trabalho, no altar ou no quarto, ampliando o campo de amor, compaixão e suavidade interior.



A frequência da raiva encontra correspondência direta na ativação de Marte, que se mantém intensificado ao longo de todo o ano, em tensão com os nodos lunares e sob a pressão de Saturno. Em nível coletivo, a raiva emerge como resposta ao medo e à rejeição que não foram integrados de forma consciente.


Quando não reconhecida, essa energia tende a se manifestar como impulsividade, confrontos desnecessários e polarização. A orientação para 2026 não é reprimir a raiva, mas aprender a escutá-la e direcioná-la com lucidez. Práticas de respiração consciente, enraizamento corporal e pausas antes da ação tornam-se essenciais. A raiva, quando acolhida, pode ser transmutada em coragem, limites saudáveis e ação ética, permitindo que Marte expresse sua força como proteção da vida e não como destruição.


Astrologicamente, Marte representa a energia vital, a coragem e a ação consciente. Quando frustrado ou distorcido, transforma-se em agressividade, polarização, violência e desejo de confronto. Em 2026, essa frequência se expressa tanto em conflitos pessoais e familiares quanto em tensões geopolíticas e sociais.


Espiritualmente, a raiva não é um erro — é energia sem direção consciente. Quando não reconhecida, ela se projeta no outro. Quando acolhida, pode ser transmutada em coragem, assertividade e foco. O grande risco de 2026 não é sentir raiva, mas agir a partir dela sem lucidez.


A paciência e a tolerância tornam-se virtudes centrais em 2026, especialmente na comunicação e na forma como reagimos às diferenças. Com Marte ativado e sob pressão dos nodos e de Saturno, a tendência à reatividade imediata se intensifica, tornando palavras e atitudes potenciais gatilhos de conflito.


No ambiente de trabalho, a orientação é desacelerar antes de responder, ouvir com atenção e evitar decisões tomadas sob tensão emocional.


Na vida afetiva e familiar, torna-se essencial cultivar a escuta empática, o respeito aos limites e a capacidade de silenciar o impulso de vencer discussões para se afirmar como detentor da verdade.


No campo social, a tolerância não significa concordância, mas maturidade para conviver com perspectivas distintas sem romper o diálogo. Em todos os âmbitos, a prática consciente da pausa — respirar, observar e escolher a resposta — transforma a comunicação em um instrumento de cuidado, reduzindo conflitos e fortalecendo relações mais estáveis e verdadeiras.


MANTRAS:

O mantra Om Mani Padme Hum nos conecta à frequência da compaixão, do perdão e da serenidade diante das diferenças, auxiliando a suavizar a reatividade emocional e a abrir o coração para a escuta consciente. O mantra para Marte, Om Kram Krim Kraum Saha Bhaumāya Namaḥ atua na harmonização da energia de Marte, ajudando a canalizar a força vital de forma lúcida, reduzindo impulsividade, agressividade e conflitos, e favorecendo coragem, firmeza e ação ética.


CRISTAIS:

Se a frequência da raiva e da impulsividade for um foco de trabalho neste ano, indico o uso da Hematita, que auxilia na estabilização da raiva e na redução da impulsividade e da reatividade. Também indico o Jaspe Vermelho para trabalhar liderança, inteligência emocional e vitalidade.



A frequência do discernimento, da compaixão e do destemor não surge pela negação do medo, da rejeição ou da raiva. Ela nasce justamente quando aprendemos a olhar para essas experiências sem nos identificarmos com elas. Em 2026, a maturidade espiritual não está em evitar as emoções difíceis, mas em integrá-las com presença e consciência.


O Discernimento emerge quando deixamos de reagir automaticamente aos estados internos. Ao reconhecer o medo sem segui-lo, a rejeição sem nos diminuirmos e a raiva sem projetá-la no outro, criamos um espaço interno de observação lúcida. Esse espaço nos permite escolher respostas mais alinhadas, em vez de sermos conduzidos por impulsos ou narrativas coletivas. Discernir é aprender a pausar, escutar e responder a partir do seu centro.


A Compaixão nasce quando compreendemos que aquilo que nos atravessa também atravessa o outro. Medo, rejeição e raiva não são falhas individuais, mas expressões humanas em tempos de pressão e instabilidade. Quando acolhemos essas frequências em nós, sem julgamento, tornamo-nos mais capazes de acolher o outro com empatia e respeito. A compaixão, aqui, não é passividade, mas consciência amorosa que não endurece o coração.


O Destemor não é ausência de medo, mas a capacidade de caminhar mesmo com ele presente. Ele surge quando o medo deixa de governar nossas escolhas. Ao integrar a rejeição, fortalecemos o amor-próprio; ao integrar a raiva, desenvolvemos limites saudáveis e ação ética; ao integrar o medo, cultivamos confiança no processo da vida. O destemor é fruto da coerência interna, não de garantias externas.


A frequência do discernimento, da compaixão e do destemor é o campo onde a humanidade aprende a seguir adiante sem perder a sensibilidade, a ética e a dignidade interior. É nela que a vida se reorganiza, não pela força, mas pela presença.


OM MANI PADME HUM

Convido você à meditação e ao acolhimento da frequência do Discernimento, do Amor-Próprio e do Destemor, guiados pela playlist abaixo:






_______________ Por sri Hadesh

Cálculos em Lahiri Chitrapaksha ayanamsha.

 
 
ASSET FOLHA.png

POLÍTICA DE PROTEÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS

Fica vedada a utilização, duplicação o reprodução deste material, parcial ou total, por terceiros, sem a permissão expressa e por escrito do autor. Todos os créditos deverão ser atribuídos a sri Hadesh ® 2026 Todos os direitos reservados.

bottom of page